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quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

O Verdadeiro Nascimento de Jesus



Será que Jesus realmente nasceu em 25 de dezembro? O Cristão pode comemorar essa data?
Essas e outras dúvidas iremos tirar agora.
Em Lucas 3:23, Jesus começa seu ministério com cerca de 30 anos.  Em Números 4:3,47 os sacerdotes começavam a servir a partir dos 30 anos.  Jesus é Rei e Sacerdote e cumpriu a Lei!
Em Lucas 2:6-8, está escrito que pastores estavam nos campos e tomavam conta do rebanho. O mês de dezembro no hemisfério Norte e em Israel é inverno. É equivalente ao mês de quisleu ou casleu, que é o nono mês do calendário judaico; nesse mês, que equivale a dezembro, é de chuva e frio, conforme está escrito em Zacarias 7:1; Esdras 10:9 e Jeremias 36:22, dezembro era mês de frio.
Em Lucas 1:5, diz que Zacarias servia no grupo sacerdotal de Abias. E o que significa isso?
De acordo com I Crônicas 24:10, o rei Davi separou os sacerdotes em turno para servir no templo. Abias era o oitavo turno, na qual cada turno, total de 24 servia a cada 15 dias. O turno de Abias era o mês de thamuz, que equivale a junho/julho. Os meses eram: nisan (começo em 26 de abril), zive (maio), sivan (junho), tamuz (julho), ab (agosto), elul (setembro), etanim (outubro), bul (novembro), quisleu (dezembro), tebete (janeiro), sebate (fevereiro), adar (março). Isabel concebe no mês de nisan; porém Lucas 1:26, ou seja, no sexto mês, da gravidez de Isabel, Deus enviou o anjo Gabriel até Maria. Por fim, conjectura-se que Jesus nasceu no mês de outubro/novembro.

Isso seria até correto, pois como está escrito em João 1:14, “a Palavra se fez carne e viveu entre nós. ” No grego, a palavra “eskenosen”, significa colocou sua tenda no meio do povo. Tenda representa festa das cabanas (sukkot) ou dos tabernáculos, que era comemorado em outubro. Ou seja, a conjectura é o nascimento de Jesus na festa dos tabernáculos.
Na Bíblia está escrito em Gálatas 4:4-5 que aborda a respeita da plenitude do tempo. Em grego significa pleroma, período do amadurecimento do tempo. De acordo com tradição hebraica, a vinda do messias era uma esperança não somente para Israel, mas para o mundo inteiro. Quando Adão e Eva foram expulsos do paraíso, ela pensou que Caim seria o messias (mashiach, o ungido que pisaria na cabeça da serpente); não era!
Abraão, Moisés, Davi, Isaías, muitos acharam que o messias viria na época deles, mas, não aconteceu. Mas quando veio a plenitude do tempo, Cristo veio. E o que aconteceu no mundo quando Jesus nasceu?
O mundo estava num contexto religioso (com os judeus guardando a Palavra de Deus), político (os romanos) e intelectual (com os gregos difundindo o idioma pelo mundo antigo) muito bem preparado para a vinda do Messias. O mundo tinha facilidade de comunicação por causa da língua grega; os judeus preservaram os manuscritos sagrados de forma fidedigna e os romanos trouxeram uma unidade política.
tomavam o banho público; além de praticar o exercício físico. À noite, refeição com a família. O governo romano contratava engenheiros, advogados, professores. Havia também coletores de impostos, funcionários de alto escalão como os senadores. A maior parte dos romanos que viviam na zona rural eram agricultores; existiam também os soldados, mercador, artesão e gladiador.
Roma era vazia de espiritualidade. De acordo com pesquisadores, as religiões populares de Roma eram dantescas. No culto à grande mãe Cibele e seu filho amante Átis, as duas procissões saíam de cantos opostos da cidade e, quando se encontravam (por isso denominava de “procissão do encontro”), alguns jovens ficavam dançando e começavam a entrar em êxtase. Nos cultos pagãos antigos, usava-se muita substância entorpecente, bebidas alcóolicas e orgias. Os jovens do culto a Cibele ao entrar em êxtase, se castravam, jogavam o membro sexual na janela de uma casa, a família que recebia o membro se sentia privilegiada e já tinha médicos preparados para atender aos jovens recém- castrados. A partir da castração, eles mudavam de sexo e tornavam-se sacerdotisas de Cibele e a família privilegiada cuidava das sacerdotisas o resto da vida. Tinha também o culto de Baco, deus do vinho; a palavra bacanal vem desse ritual.
Existiam nas pessoas a fuga da realidade. Qualquer religião que promovesse fuga da realidade interessava aos romanos. Hoje, em algumas igrejas dita evangélica, vemos os rétété, que promove a fuga da realidade, mas não passa de um engano maligno. Hoje, os jovens não querem pensar, mas fugir da realidade; enquanto a criança tem medo do escuro, os jovens têm medo do silêncio. Observe os jovens, que estão sempre com fone de ouvido e com músicas que fogem da realidade. Pessoas hoje não querem pensar, mas se divertir e curtir a vida. Vive-se uma era de fuga da realidade. Existe um vazio existencial, depressão, desejo de suicídio (até entre os evangélicos), infelizmente.
Os romanos faziam culto dos mortos. Usavam máscaras mortuárias, ou seja, moldavam do rosto do indivíduo morto e levavam o corpo do morto até a pira para cremar. As pessoas construíam pequenos altares denominados lares (lareira), pois temiam o retorno dos mortos de forma assombrosa. Hoje existe um vazio existencial e muitos estão desigrejados, vazios e presunçosos.
Muitos do mundo antigo aguardavam a vinda do messias. Segundo pesquisadores, quando Augusto assumiu o poder, pensavam que ele era o messias. Numa antiga inscrição egípcia, dizia que o imperador Augusto era o denominado o salvador celestial. Moedas da época do imperador, tinham como símbolo a estrela; forma de que esperavam o messias.
Os magos sabiam que época do Messias chegar era aquela, provavelmente pelo fato da septuaginta se espalhar pelo mundo antigo e de profecias que se perderam. Em suma, o mundo gentílico aguardava pela vinda do Messias, que era o Filho de Deus e a marca seria uma estrela. Num portal em Éfeso, está escrito que o imperador Augusto era o filho de deus.
Um antigo calendário (de Prienne) destaca o nascimento de Augustus como os grandes evangelhos de que o salvador tinha chegado. Por isso os escritores dos Evangelhos, escrevem: Evangelho de Jesus Cristo. A palavra evangelho é um termo técnico que anotava a chegada do salvador prometido por antigas profecias. Que provavelmente se perderam com o tempo, além da septuaginta.
Suetônio e Tácito, historiadores do primeiro século já falavam que o messias que constavam na profecia dos sacerdotes e os dominadores do mundo viria da Judéia. Provavelmente, a não dar certo a profecia pela pessoa de Augusto, os romanos reinterpretaram a profecia pelas pessoas de Tito e Vespasiano no ano 70 d.C., na qual destruiu a Judéia e o templo. A Bíblia é a Palavra de Deus, mas creio que Deus se revelava por meio de outras profecias gentílicas. Indico o livro Fator Melquisedeque. A revelação por excelência é a Palavra de Deus e Ele não deixou nenhum povo em absolutas trevas. Os magos tiveram a revelação sobre o messias, Nabucodonosor teve um sonho sobre o que aconteceria no mundo; Faraó teve um sonho dos sete anos de fartura e de fome...

Herodes dizia que ele era o messias. Os essênios, grupo de facção religiosa do deserto, se preparavam para receber o messias prometido nas profecias. Foram eles que escreveram os manuscritos do Mar Morto. De acordo com Flavio Josefo, houve uma grande leva de pretensos messias: Judas, filho de Ezequias; Simão de Perela; Judas Galileu; Teudas; Menahem, Simão Bar Gulora. O diabo, começa a levantar os falsos messias para ludibriar o povo. Na época do reavivamento na Europa e nos Estados Unidos que criaram as sociedades bíblicas, que surgiu a evolução das espécies, o marxismo, o ceticismo.... Hoje o inimigo está tentando destruir a igreja de dentro para fora por meio do gnosticismo, heresia combatida no século 2 e 3 depois de Cristo. Não se encontra falsos messias no tempo de Moisés, de Davi, de Isaías, Neemias, Daniel, mas na época do nascimento de Jesus.

O historiador Flavio Josefo considera Jesus como o messias esperado. O Senhor Jesus começou seu ministério na Galileia, conforme Isaías 9:1-2. A região da Galileia era uma das regiões e maior conflito entre romanos e judeus. As profecias messiânicas são aproximadamente de 300 e o Senhor Jesus cumpriu todas elas. Confira em Isaías 7:14; Miquéias 5:2; Salmos 22:16; Isaías 53:12; Zacarias 3:8; Zacarias 9:9. Em Zacarias 3:8, o renovo Tsemach, é uma oliveira nova saindo dentro da oliveira velha. O Messias é o Renovo de um povo que estava morto.
Em Salmos 118:24-25, escrito 900 anos a. C., Malaquias 3:1; Ageu 2:9, mostram que o messias viria quando o templo estivesse erguido. A glória da última casa seria maior que a primeira, significa o seguinte: o primeiro templo foi construído por Salomão, era magnífico. Nabucodonosor veio e destruiu. O segundo templo foi construído era mais simples. Entretanto, Jesus viria e encheria o templo com a Sua glória.
Na morte do Senhor Jesus, coisas estranhas começaram a acontecer no templo, de acordo com a Talmude. Era preciso muitos homens (aproximadamente 20) para abrir a porta do templo e misteriosamente ela abrira sozinha, na sexta hora da noite. O Messias veio e não foi aceito pelo povo judeu.
As setenta semanas de Daniel mostra que o Messias viria no segundo templo. No ano 457 a.C., saiu a ordem para reconstruir Jerusalém, pois ela estava totalmente destruída. De 457 a.C., contando 49 anos mais 434 anos, dá se o ano 27 da era cristã. Nesse ano, Jesus é batizado por João Batista e começa o seu ministério terreno. Jesus é crucificado, ressuscitou e Jerusalém é destruída no ano 70 d. C., até hoje se encontra em guerras e desolações.
Logo, 25 de dezembro não é comemorado o nascimento de Jesus, mas de Tamuz. Porém o cristão pode sim comemorar o natal. Lembre-se: nosso calendário é todo baseado no paganismo. E não só 25 de dezembro, mas todos os dias Jesus deve nascer em nossos corações e que possamos fazer boas obras, levando a Sua Palavra aos aflitos e ajudando os necessitados.


terça-feira, 15 de outubro de 2019

É correto o que cantores e pregadores gospel estão fazendo?

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Músicas Evangélicas que não devem ser cantadas na Igreja.


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Tema: Adoração

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Estudo sobre a religião e a Igreja (parte 1)


Qual o conceito de religião?
   Religião vem da palavra latim religare (religar o homem a Deus), definida por Lactâncio (séculos III e IV d.C.), rejeitando a interpretação de Cícero (45 a. C) relegere, que significava reler e prestar atenção a tudo que se relacionava com os deuses.  Agostinho de Hipona (século IV d. C.), em seu livro a Cidade de Deus afirma que religio deriva de religere, ou seja, reeleger. Através da religião a humanidade reelegia de novo a Deus, do qual tinha se separado.
   Logo, qualquer crença em um poder sobrenatural; um conjunto de doutrinas de uma crença; a crença que é preciso fazer algo para receber o favor de Deus. O Hinduísmo é uma religião; assim como o Catolicismo, o Alcorão. Toda religião é baseada em obras.
   A religião tem um lado “positivo”, são eles: crença no poder sobrenatural, o Deus da Bíblia; crença na doutrina dos apóstolos e, apesar de não ser necessário, tem uma denominação. Isso é importante para fazer uma distinção entre as inúmeras religiões denominadas cristãs. O erro da religião é crer que é necessário fazer algo para receber o favor de Deus. Exemplo: se a pessoa vai cultuar todo domingo a fim de aplacar a ira de Deus, ou ser dizimista por obrigação, seguir certas doutrinas, que ações contam diante do Senhor.
Vale salientar que toda forma de religião que se baseia nisso é falsa. Muitas, infelizmente utilizam o nome de Jesus. O Cristianismo Bíblico não é uma religião e sim um relacionamento por meio da pessoa de Cristo. O que faz a pessoa cristã não é seguir doutrinas, mas crer em Cristo.
O que é a igreja?
   A igreja não tem relação com religião, é de Cristo. Ela não é o lugar, e sim a reunião, o encontro as pessoas que creem em Cristo. A composição da igreja não é tijolo, ferro, cimento; e sim pessoas que um dia creram em Cristo.
Deus abençoe a todos.
Pr. Weliton Santos.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

A Tentação de Jesus


Shalom irmãos.
Não se esqueçam de se inscrever em nosso Canal no Youtube e siga-nos no Instagram: @ibcdsalvador.
A Bíblia diz que Jesus, cheio do Espírito Santo, foi enviado para o deserto para ser tentado pelo diabo (Confira em Mateus 4: 1- 11; Marcos 1: 9-13 e Lucas 4: 1- 12). Cada evangelista traz uma informação a respeito da tentação: Mateus relata que ao retirar-se o diabo, anjos o serviram; Marcos diz que animais selvagens estavam ali com Jesus e os anjos o serviam e Lucas diz que retirou-se Satanás até a ocasião oportuna. Que ocasião seria esta?
A respeito da ocasião, estarei realizando um outro estudo.
Para muitos, o deserto é um local de preparação para quem está numa missão importante. Assim foi com Abraão, Moisés, Josué e Calebe junto com o povo de Israel, Elias, João Batista, o apóstolo Paulo passou alguns anos no deserto da Arábia antes de pregar o Evangelho e o próprio Senhor Jesus. 
Em hebraico, deserto é mi-Davar, ou seja, lugar da Palavra e/ou encontro com a Palavra. O deserto é o único lugar silencioso para ouvir a Palavra de Deus. O deserto é um local caloroso, solitário e privado. Não havia comida e nem alimento saudável.
Imagine Jesus 40 dias e 40 noites no deserto; durante o dia um calor insuportável e à noite, um frio hipotérmico. Suas roupas começaram a sujar-se, cabelos desgrenhados, fora que estava pálido. Lembre-se irmãos, Jesus veio como homem e passava por necessidades de fome e sede, mas Ele nunca pecou.
Quer saber mais a respeito desse estudo?
Acesse o nosso link e se inscreva em nosso canal no Youtube:
https://www.youtube.com/watch?v=87WDMY4Dua0&t=9s

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Estudo do Comunismo


Shalom. A imagem acima é o nosso canal no Youtube. O estudo na íntegra estará postado neste canal.

Para abordar sobre comunismo, vamos diferenciar este do socialismo.
Socialismo: é um regime de controle econômico, social e político. Governo controla tudo. Em resumo, é a porta não alcançada para o comunismo.
O regime dos comunistas é o socialismo. Prepara de maneira forçada para o comunismo.
Existe um capitalismo que sustenta o socialismo. Fim do mercado, fim do lucro e tudo nas mãos do governo.
Comunismo: teoria marxista, na qual os trabalhadores seriam donos da sua própria produção, supririam as próprias necessidades. Ausência de Estado, de classes, enfim, sistema igualitário; todas as pessoas viviam pela consciência, pela bondade humana, algo utópico.
Comunistas: são todos aqueles que acreditam na teoria do comunismo.
O socialismo é controle do povo por meio de pressão. Fim dos Estado, da polícia, da religião.
O socialismo obriga a pessoa ter a mesma personalidade, pensar igual, viver igual, coisa que é impossível.
O nazismo era socialista, porém não era comunista.
O socialismo só é possível se conservar uma área residual do capitalismo. Vale salientar que 50% da economia soviética na era Stálin era economia privada clandestina. Quando o regime da União Soviética caiu tinham vários bilionários.
Capitalismo é economia assim como o feudalismo e o fascismo (socialista).
O próprio conceito do comunismo é contraditório.
De acordo com Olavo de Carvalho, o comunismo é uma cultura.
A União Soviética foi o órgão do movimento comunista.
De acordo com o documentário “ A Verdadeira história da União Soviética”, o regime socialista de Stálin matou mais do que o nazismo de Hitler. 


O que a Bíblia diz a respeito?
Em Colossenses 2:8 diz: “Tende o cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo”.
Mais informações, sobre o estudo, se inscreva no canal da Igreja Batista Casa de Deus no 
Youtube:

domingo, 17 de setembro de 2017

Carta à Igreja de Esmirna (parte II)



No segundo século nasceu várias seitas e heresias, principalmente de gregos místicos, os quais desenvolveram rapidamente na igreja. Eis alguns:
Gnosticismo: surgiu na Ásia Menor, foco de ideias fantásticas; era o enxerto do Cristianismo ao paganismo. Eles acreditavam num Deus Supremo que emanava um grande número de divindades inferiores, algumas benéficas e outras malignas. Criam que por meio dessas divindades, o mundo foi criado com a mistura do bem e do mal, e que em Jesus Cristo, como uma dessas “emanações”, a natureza divina morou durante algum tempo. Os gnósticos interpretavam as Escrituras de forma alegórica, de modo que cada interpretação significava aquilo que ao intérprete parecesse mais acertado. Eles progrediram durante todo o segundo século, cessando suas atividades com o término do século.
Ebionitas: palavra grega para pobre; eram judeus- cristãos que insistiam na observância da lei e dos costumes judaicos. Rejeitaram as cartas de Paulo, porque nessas epístolas ele reconhecia os gentios convertidos como cristãos. Os ebionitas eram considerados apóstatas pelos judeus não- cristãos, mas também não contavam com a simpatia dos cristãos – gentios. Depois do ano 70 d.C., se constituíram maioria na igreja; diminuindo gradualmente no segundo século.
Maniqueus: eram de origem persa e se chamavam assim por causa do seu fundador Mani, no qual foi morto em 276, por ordem do governo Persa. O ensino dos maniqueus dava a seguinte ênfase: O universo era composto do reino das trevas e reino da luz; ambos lutam pelo domínio da natureza humana. Eles recusavam Jesus, porém acreditavam em um “Cristo celestial”. Eram ascetas e renunciavam ao casamento. Os maniqueus foram perseguidos tanto por imperadores pagãos quanto pelos cristãos. Agostinho, o maior teólogo da igreja, antes de se converter, era maniqueu.
Montanistas: eram assim chamados por causa do seu fundador Montano. Quase nãosão incluídos como hereges, apesar dos seus ensinos serem condenados pela igreja. Os montanistas eram puritanos e exigiam que tudo voltasse à simplicidade dos primitivos cristãos. Eles criam no sacerdócio de todos os verdadeiros crentes, e não nos cargos ministeriais. Observavam a rígida disciplina da igreja e consideravam os dons um privilégio dos discípulos. Um dos pais da Igreja, Tertuliano, aceitou as ideias dos montanistas e escreveu em favor deles.
Dez dias (anos ou tempos) (Daniel 11:13).
Anos 100 a 312 Depois de Cristo
O diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós (10): O diabo é visto como a fonte da perseguição. Alguns seriam presos, provavelmente aguardando julgamento e possível morte.
Para seres postos à prova, e tereis tribulação de dez dias (10): O efeito da tribulação seria o de provar a fé desses cristãos. A sua lealdade a Cristo seria testada sob ameaças de morte. Mas a perseguição não continuaria para sempre. Dez dias sugere um tempo curto, mas completo. Seria uma provação completa, mas teria um fim.
Dez dias (dez imperadores)
Nero (54- 68 d.C.);
Domiciano (81-96 d.C). Este imperador se considerava um deus e perseguiu os cristãos durante 10 anos, especialmente por os cristãos de Esmirna por sua entrega e desapego aos bens materiais. E mesmo tendo seus bens confiscados pelo império romano, eles continuavam fiéis a Jesus Cristo.
Trajano (98 a 117 d.C);
 Marco Aurélio (161-180 d.C);
Severo (193- 211 d.C);
Maximino (235-238 d.C);
Décio (249 a 251 d.C);
Valeriano (253- 260 d.C);
Aureliano (270- 275 d.C);
Diocleciano (284- 305 d. C). Fez uma perseguição de dez anos contra os cristãos.
Sê fiel até à morte (10): O fim desta perseguição, para alguns, poderia ser a própria morte. Mesmo assim, deveriam ser fiéis. Às vezes, arrumamos qualquer desculpa para não fazer algo que Deus pede. Mas nada, nem a nossa própria vida, deve ser mais importante do que a nossa fidelidade a Deus.
Um dos efeitos produzidos pelas provações por que passaram os cristãos desse período, foi uma igreja purificada. As perseguições conservavam afastados todos aqueles que não eram sinceros em sua confissão de fé. Ninguém se unia à igreja para obter lucros ou popularidade; os fracos de coração abandonavam a igreja. Somente aqueles que estavam dispostos a ser fiéis até à morte, se tornavam publicamente seguidores de Cristo.  A perseguição da igreja separou o joio do trigo.
A igreja era unificada numa mesma fé e no ensino da Palavra; a ponto das seitas hereges  pouco a pouco irem desaparecendo.
E dar-te-ei a coroa da vida (10): A palavra “coroa” (grego, stephanos) refere-se à coroa de vitória. A coroa da vida vem de Deus, o único que pode dar a vida (veja João 5:26; 14:6; 1 João 1:1-2). Aqueles que amam a vinda de Jesus receberão a coroa da justiça (2 Timóteo 4:8).
De acordo com o Livro: História da Igreja Cristã, do autor Jesse Lyman HurlBut,  Simão ou Simeão (Marcos 6:3), foi sucessor do apóstolo Tiago; ambos eram irmãos de Jesus. Por ordem do imperador  Trajano, Simeão foi crucificado com a idade de  120 anos.
Bispo Inácio da Antioquia foi lançado às feras e escreveu cartas às igrejas manifestando o desejo de morrer por Cristo. 
 Policarpo, que foi ordenado pelo próprio apóstolo João, foi queimado vivo e não negou a Cristo. Eis a declaração de Policarpo: “Por oitenta e seis anos eu O servi e Ele nunca me fez mal. Como posso blasfemar de meu Rei, o qual me salvou?”.
 Justino Mártir era filósofo antes de se converter, e continuou ensinando depois de aceitar a Cristo. Era um dos homens mais competentes do seu tempo e um dos principais defensores da fé; foi martirizado em Roma em 166 d.C.
O imperador Séptímio Severo tentou em vão restaurar religiões decadentes do passado. Fez uma rigorosa perseguição contra os cristãos. Este imperador era tão cruel que foi considerado pelos cristãos como o anticristo. Foram martirizados Leônidas, pai do grande teólogo Orígenes em Alexandria, Perpétua, nobre mulher de Cartago e Felicitas, sua fiel escrava. Leônidas foi decapitado; Perpétua e Felicitas foram despedaçadas pelas feras no ano 203 d.C.
No tempo do Imperador Valeriano (257 d.C), o bispo Cipriano de Cartago, um dos maiores escritores e dirigentes da igreja desse período foi morto, bem como o bispo romano Sexto.
No reinado do imperador Diocleciano foram queimados exemplares da Bíblia e destruídos todos os templos. Ele exigiu que todos os cristãos renunciassem a fé, ou perderiam a proteção do império e a cidadania romana. Vale salientar que cidadão romano não poderia ser crucificado. Muitos foram trancados nos templos e queimados vivos. Consta que o imperador erigiu um monumento com esta inscrição: “Em honra ao extermínio da superstição cristã.”.
Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas (11): Como em todas as cartas às igrejas, Jesus chama os destinatários a ouvirem a sua mensagem.
No terceiro Século depois de Cristo que foi formado o Cânon Bíblico do Novo Testamento. E apareceram escolas teológicas, são elas: Alexandria, Ásia Menor e Norte da África.
Com o aparecimento de seitas e heresias, houve a necessidade de nomear bispos dirigentes.
O vencedor (11): Aqueles que permanecem fiéis diante das perseguições são vencedores com Cristo.
De nenhum modo sofrerá dano da segunda morte (11): Não sofreria o castigo eterno (20:6,14; 21:8). Os perseguidores poderiam até causar a primeira morte, mas os fiéis não sofrerão a segunda morte (veja Mateus 10:28).
Morar em Esmirna no primeiro século não seria fácil para o discípulo de Jesus. Além das perseguições pelos judeus, eles enfrentavam uma ameaça mais organizada e mais poderosa. A idolatria oficial, juntando a religião à força do governo, prometia uma perseguição perigosa aos cristãos da cidade, tentando-os a abandonarem a sua fé para melhorar as suas circunstâncias ou até para evitar a morte violenta. Para vencer esta tentação, teriam que acreditar no poder daquele que já venceu a morte. Mesmo se morressem, as suas vidas eternas seriam garantidas somente se mantivessem sua confiança no eterno Senhor, “o primeiro e o último, que esteve morto e tornou a viver”.
Na história da Igreja, Esmirna representou a Era dos Mártires do ano 100 ao ano 312 d.C.
O leitor deve observar o contraste que existia entre o “anjo” (pastor) da igreja de Esmirna, e o da igreja de Laodicéia (3.17). Cumpre-se aqui, portanto, um provérbio oriental que diz: “Aos olhos de Deus, existem homens ricos que são pobres e homens pobres que são ricos’. O sábio Salomão declara em Pv 13.7: “Há quem se faça rico (o pastor de Laodicéia), não tendo coisa nenhuma, e quem se faça pobre (o pastor de Esmirna), tendo grande riqueza”. O Dr. Champrin observa quem aqueles crentes (de Esmirna) eram pobres, mas não porque não trabalhassem – sendo essa a causa mais comum da pobreza de modo geral, mas devido às perseguições que sofriam. Suas propriedades e bens foram confiscados pelo poderio romano, e além de tudo esses servos de Deus, ainda sofriam encarceramento. Porém, está, declarado no presente texto, que eles eram ricos. Em que? Nas riquezas espirituais. Eles eram de fato ricos: nas obras, na fé, na oração, no amor não fingido, na leitura da Palavra de Deus, (à maneira de seus dias). Estas coisas diante de Deus: São as riquezas da alma! (Mt 6.20; 1Tm 6.17-19).

 Que Jesus vos abençoe!
Pr. Weliton Santos.

domingo, 3 de setembro de 2017

Carta à Igreja de Esmirna (Parte 1)



Shalom meus irmãos em Cristo. Vamos dar início a primeira parte do Estudo da Carta da Igreja de Esmirna.
Está Escrito:

 “Ao anjo da igreja em Esmirna escreve: Estas são as palavras daquele que é o Primeiro e o Último, que morreu e voltou a viver. Conheço as suas aflições e a sua pobreza; mas você é rico! Conheço a blasfêmia dos que se dizem judeus mas não são, sendo antes da sinagoga de satanás. Não temas do que estás prestes a sofrer. O diabo lançará alguns de vocês na prisão para prová-los; e vocês sofrerão perseguição durante dez dias. Seja fiel até a morte, e eu lhe darei a coroa da vida.
Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas. O vencedor de modo algum sofrerá a segunda morte.” ( Apocalipse 2:8-11).

O nome Esmirna vem de mirra; tem o sentido de cheiro suave por causa das plantações de mirra e o sabor amargo. A cidade possuía um grande mercado de três andares.
Esmirna sofreu vários terremotos; havia vários jogos olímpicos e os vencedores recebiam coroas de ouro. Segundo os historiadores, o pastor daquela igreja era Policarpo, discípulo do apóstolo João.
Os cristãos de Esmirna tiveram seus bens confiscados e por isso eram muito pobres. Sofreram intensa perseguição, na qual muitos foram presos e mortos. Esta é a causa daquela igreja não ser repreendida, pois eles eram fiéis e perseverantes na fé em Cristo.

A igreja em Esmirna (8): Hoje conhecida com Izmir, a terceira maior cidade da Turquia e o segundo mais importante porto do país, Esmirna era uma cidade antiga de uma região habitada durante milhares de anos antes de Cristo. A antiga cidade foi destruída pelos lídios em 600 a.C. e reconstruída pelos gregos no final do 4º século a.C. A cidade ganhou nova vida, e pode ser descrita como uma cidade que morreu e tornou a viver. Durante o domínio romano, Esmirna se tornou um centro de idolatria oficial, conhecida como Guardião do Templo (grego, neokoros). Foi a primeira cidade da Ásia a construir um templo para a adoração da cidade (deusa) de Roma (195 a.C.). Em 26 d.C., foi escolhida como local do templo ao imperador Tibério. Foram descobertas imagens, na praça principal da cidade, de Posêidon (deus grego do mar) e de Deméter (deusa grega da ceifa e da terra).
O nome “Esmirna” significa “mirra”, a palavra usada três vezes nos Evangelhos (Mateus 2.11; Marcos 15.23; João 19.39). De acordo com H. Lockyer, “O nome descreve bem a igreja perseguida até a morte, embalsamada nos perfumes prévios de seu sofrimento, tal como foi a igreja de Esmirna. Foi a igreja da mirra ou amargura; entretanto, foi agradável e preciosa para o Senhor”. Esmirna também é famosa por ser a terra natal de Homero (o poeta cego da mitologia grega) e como lar de Policarpo (bispo de Esmirna).
Na época do Novo Testamento, Esmirna provavelmente tinha uma população de aproximadamente 100.000. Por ser um porto excelente, facilitando o comércio entre a Ásia e a Europa, era uma cidade próspera.
Estas coisas diz o primeiro e o último (8): Jesus começa esta carta com as palavras de 1:17, frisando a sua eternidade.
Que esteve morto e tornou a viver (8): Quase igual a afirmação de 1:18, esta frase destaca a vitória sobre a morte na ressurreição. Na situação dos discípulos de Esmirna, encarando perseguições difíceis, seria especialmente importante lembrar da ressurreição de Jesus. O Senhor deles não fracassou diante da morte; ele a venceu! Eles, sendo fiéis, teriam a mesma esperança.

Conheço a tua tribulação (9): Jesus, no meio dos candeeiros, viu o sofrimento de seus seguidores. Da mesma maneira que ele se compadeceu dos angustiados na terra durante o seu ministério (veja Marcos 1:41), ele olhou com compaixão para aqueles que sofriam em Esmirna. Mesmo assim, ele não os poupou de toda a dor, como veremos no versículo 10. A palavra “tribulação”, aqui, significa pressão que vem de fora.

A tua pobreza (mas tu és rico) (9): Apesar de morarem numa cidade próspera, os cristãos em Esmirna eram pobres. Provavelmente sofriam discriminação por causa da fé, e assim se tornaram pobres. É bem possível, também, que tivessem sacrificado seus recursos em prol do evangelho, como os macedônios fizeram para ajudar os irmãos necessitados alguns anos antes (veja 2 Coríntios 8:1-9). Mas a pobreza material não tem importância quando há riqueza espiritual (veja 3 João 2). A situação dos discípulos em Esmirna era muito melhor do que a da igreja em Laodicéia, que se achava rica apesar de sua pobreza espiritual (3:17).
Não temas as coisas que tens de sofrer (10): O conforto oferecido por Jesus não é o livramento do sofrimento. Ele anima os discípulos em Esmirna a não desistirem diante das tribulações que viriam logo. Covardes não têm esperança em Cristo (21:8). Pessoas que fogem da sua responsabilidade diante de Jesus por medo de sofrer não são dignas da comunhão com ele. Pessoas que ensinam que o servo fiel será próspero e livre de sofrimento nesta vida não acreditam nas palavras que Jesus mandou à igreja em Esmirna!
No próximo estudo, veremos as seitas que nasceram no século 2 depois de Cristo e as tribulações que os cristãos passaram.
Deus vos abençoe!
Pr. Weliton Santos 
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Em nome da Igreja Batista Casa de Deus.

domingo, 27 de agosto de 2017

Segunda Parte da Carta à Igreja de Éfeso




Dando continuidade, será abordado como morreram  os apóstolos e quem eram os nicolaítas.
O primeiro mártir foi Estêvão (Atos 7), passando pela perseguição da igreja primitiva pelos religiosos judeus (Atos 8), a morte de Tiago (irmão de João, a mando de Herodes); Atos 12:2.
A morte dos demais apóstolos:
Tomé: pregou aos pártios, medos e persas, como também aos carmânios, hircânios, báctrios e mágios. Padeceu em Calamina, uma cidade da Índia, morto por uma flechada.
Simão (irmão de Judas e de Tiago): foi bispo de Jerusalém, depois de Tiago e foi crucificado numa cidade do Egito no tempo do imperador Trajano.
Simão (zelote): pregou na Mauritânia, África e na Bretanha; também foi crucificado.
Marcos, o evangelista e primeiro bispo de Alexandria, pregou o Evangelho no Egito e lá, foi amarrado e arrastado à fogueira. Foi queimado e depois sepultado.
Bartolomeu: pregou aos indianos e traduziu o Evangelho de Mateus na língua deles. Após várias perseguições, foi abatido a bordoadas e depois crucificado em Albinópolis, cidade da grande Armênia. Após ser esfolado, foi decapitado.
André (irmão do apóstolo Pedro): pregou no ano 80 A.D. aos cítios, sógdios,aos sacas e numa cidade chamada Sebastópolis, atualmente habitada pelos etíopes.  Foi sepultado em Patras, cidade de Acaia, depois de crucificado por Egéias.
Mateus, o publicano: escreveu o Evangelho que leva o seu à nação judia na língua hebraica.  Pregou na Etiópia e todo o Egito. Hircano, o rei dos egípcios, mandou alguém transpassá-lo com uma lança.
Filipe, o santo apóstolo: pregou o Evangelho nas nações bárbaras. Padeceu em Hierápolis, cidade da Frígia, onde crucificado e apedrejado até a morte.
Tiago, o irmão do Senhor Jesus: foi lançado do pináculo do templo pelos fariseus, mas não morreu com a queda. Apedrejaram-no e, por fim, foi golpeado na cabeça.
Pedro: crucificado de cabeça para baixo. Ordem do imperador Nero.
Paulo: decapitado por ordem de Nero.
Recomendo a Leitura do Livro dos Mártires de John Foxe.
Porém, o Senhor repreende a igreja dizendo que tinha perdido o primeiro amor. O que é este primeiro amor?
Está escrito: “Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é o cabeça, Cristo.” (Efésios 4:15).
O primeiro amor é aquele momento onde tudo é novidade em nossa vida, na qual trabalhamos para Deus sem medir esforços, e quanto mais somos salvos, mais queremos falar do grande Amor de Deus, que é Jesus Cristo. É ter o prazer e a alegria de estar no templo buscando Sua presença maravilhosa, louvando, aprendendo na Palavra e não suportando os falsos líderes, falsos apóstolos e falsos profetas.
Era de bom grado e prazer de agradar a Deus e nada era pesado; se fosse advertido, glorificava ao Pai.
Três ações Jesus manda o povo fazer: lembrar, arrepender-se e voltar.
Lembrar significa que houve uma causa da decadência espiritual.
Arrepender é pedir perdão a Deus e mudar.
Voltar a praticar significa ter as ações de início: obediência à Palavra de Deus, jejum, oração, congregar, evangelizar, buscar a presença de Deus.
Caso não se arrependa, será tirado o candelabro (a presença de Deus, seu lugar de igreja de Cristo).
Jesus diz que a igreja de Éfeso odeia a obra dos nicolaítas. Quem eram eles?
Historiadores como Irineu, Teodoreto, Clemente de Alexandria e Hipólito, afirmaram que os nicolaítas eram seguidores de Nicolau, prosélito de Antioquia, foi separado para o diaconato, como está escrito em Atos (6:5). Entretanto, de acordo com os historiadores, o diácono se desviou pervertendo-se e criando tal heresia. Contudo, não há fundamento bíblico e nem histórico sobre tal tese.
O sentido etimológico da palavra Nicolau vem do grego “Nikolaos” (“Nikao” = conquistar; “laita”= derivação de “laikos”, que vem de “aos”, cujo significado é povo, plebe); logo, nicolaítas tem o seguinte significado: vitorioso sobre o povo.
Os nicolaítas se denominavam apóstolos, ensinavam doutrinas que não estavam de acordo com o que foi escrito e ensinado pelas testemunhas oculares de Jesus e pelo apóstolo Paulo nas suas cartas.
A Bíblia oferece os meios e requisitos para quem almeja o episcopado ou diaconato (I Timóteo 3:1-4): ser irrepreensível, marido de uma só mulher, moderado, sensato, respeitável, hospitaleiro, apto para ensinar; não deve ser apegado ao vinho, nem violento, mas sim amável, pacífico e não apegado ao dinheiro. Ele deve governar bem a sua própria família, tendo os filhos sujeitos a ele, com toda dignidade.
A Igreja de Éfeso teve como seu primeiro pastor o apóstolo Paulo. Ele sabia o que iria acontecer se mensagem a esta igreja: “Cuidem de vocês mesmos e de todo rebanho sobre o qual o Espírito Santo os colocou como bispos, para pastorearem a igreja de Deus, que ele comprou com seu próprio sangue. Sei que, depois da minha partida, lobos ferozes penetrarão no meio de vocês e não pouparão o rebanho. E dentre vocês mesmos se levantarão homens que torcerão a verdade, a fim de atrair discípulos.” (Atos 20: 28- 30). 
A igreja de Éfeso foi bem doutrinada pelo apóstolo, na qual alertou sobre lobos (nicolaítas) que iriam distorcer a verdade da Palavra de Deus para pregar mentiras e atrair discípulos e tornar-se um líder.  Um exemplo de nicolaíta é Diótrefes, que buscava o primado da igreja, ou seja, queria ser autoridade maior (III João 1: 9-10). Jesus não quer apenas que nos afastemos da doutrina dos nicolaítas; ele quer que odiemos tais práticas.

Aquilo que não está na Palavra de Deus, aquilo que não cultua a Jesus, “pastores” que colocam sua imagem frente à igreja em vez do nome de Jesus, “pastores” que querem ter o domínio sobre a igreja como o primaz....Esses são os nicolaítas.
Provavelmente, o anjo na qual a carta foi remetida era Timóteo discípulo de Paulo. Historicamente, Éfeso representa a igreja apostólica do ano 30 D.C ao ano 100 D.C.

domingo, 6 de agosto de 2017

Carta à Igreja de Éfeso (Parte I)



Shalom  irmãos;  serão em três partes o estudo sobre a igreja de Éfeso.
Vale salientar que o estudo às cartas pode ser feita de três maneiras: Interpretação  moral, interpretação histórica e interpretação moral

Carta à Igreja de Éfeso
“Ao anjo da Igreja de Éfeso escreva: ‘Estas são as Palavras daquele que tem as sete estrelas em sua mão direita e anda entre os sete candelabros de ouro. Conheço as suas obras, o seu trabalho árduo e a sua perseverança. Sei que você não pode tolerar os homens maus, que pôs à prova os que dizem ser apóstolos mas não são, e descobriu que eles eram impostores. Você tem perseverado e suportado os sofrimentos por causa do meu nome, e não tem desfalecido.’
‘Contra você, porém, tenho isto: você abandonou o seu primeiro amor. Lembre-se de onde caiu! Arrependa-se e pratique as obras que praticava no princípio. Se não se arrepender, virei a você e tirarei o seu candelabro do lugar dele. Mas uma coisa eu tenho a seu favor: você odeia as práticas dos nicolaítas, como eu também as odeio. ’ Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao vencedor darei o direito de comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus.” (Apocalipse 2: 1-7).
Éfeso, que significa desejável, era a cidade mais importantes da província romana na Ásia. Situada no mar Egeu, possuía duas estradas importantes; uma seguindo a costa e a outra que seguia para o interior, passando por Laodicéia. Assim, Éfeso teve uma localização importantíssima entre os dois lados do império romano, a saber, (Europa e Ásia); de acordo com os historiadores, sua população se estimava entre 250.000 e 500.000 habitantes e era o centro de adoração da deusa da fertilidade Diana ou Artemis. A ilha de Patmos era um pouco perto da cidade de Éfeso.
Tinha os mais lindos templos e um teatro para mais de 30 mil pessoas. Por causa da idolatria e da prostituição, o pecado estava na cidade. A igreja se levantou naquele lugar mesmo assim.
Jesus começa se apresentando ao remetente (anjo da Igreja de Éfeso), que segundo historiadores, era Timóteo, o discípulo do apóstolo Paulo.  Os anjos das igrejas, representadas pelas sete estrelas estão nas mãos do Senhor Jesus, o Cabeça da Igreja (representada pelos candelabros).
Jesus elogia essa igreja e suas obras tais como: as obras realizadas, o trabalho árduo num local cheio de pecado e de idolatria, a perseverança em permanecer e manter os irmãos no Caminho. A intolerância de homens que são apóstatas, falsos apóstolos e pensam apenas em si. Doutrinas que tiram Jesus e colocam uso e costumes, vãs filosofias, predestinação (uma vez salvos, salvos para sempre), pessoas que não acreditam nos sinais e maravilhas de Deus, que colocam homens acima da Palavra de Deus; isso a igreja de Éfeso não suportava.
As obras que Jesus conhecia: Labor e perseverança: Deus quer servos dedicados e que não desistam por causa de perseguições; muitos desanimam quando há um levante. Em Mateus está escrito o seguinte:
“Naquele tempo, muitos ficarão escandalizados, trairão e odiarão uns aos outros, e numerosos falsos profetas surgirão e enganarão a muitos. Devido o aumento da maldade, o amor de muitos se esfriará, mas aquele que perseverar até o fim será salvo.” (Mateus 24: 10-13).
O apóstolo Tiago, em sua epístola universal escreve: “E a perseverança deve ter ação completa, a fim de que vocês sejam maduros e íntegros, sem lhes faltar alguma coisa.” (Tiago 1:4).
Não suportar homens maus: Os Efésios não suportavam os falsos apóstolos, os falsos profetas e todos que iam de encontro à Palavra de Cristo, pregando um “outro” Evangelho. Os profetas e apóstolos de hoje precisam ser avaliados pela Palavra de Deus, lembre-se queridos: somente a Escritura e toda revelação vem dela e não de homens mentirosos.
Suportado sofrimento por causa do nome de Jesus Cristo: Na era da igreja apostólica(quando os apóstolos estavam vivos),  Nero incendiou Roma e pôs a culpa nos cristãos; foi nessa época que os apóstolos Paulo e Pedro foram martirizados. Uma boa Literatura que recomendo é o Livro dos Mártires de John Fox. 
No próxima postagem será abordado como os apóstolos morreram e quem eram os nicolaítas.
Pr. Weliton Santos
Facebook: Ibcd Salvador.

domingo, 11 de junho de 2017

Carta às Sete Igrejas (Introdução)



Shalom meus irmãos, iniciaremos um maravilhoso estudo: Carta às 7 Igrejas e seus significados.
O apóstolo João estava na Ilha de Patmos quando recebeu a Revelação do Senhor Jesus glorificado. A própria palavra Apocalipse (significa tirado do véu). Algo que estava encoberto foi mostrado por Jesus e remetido às sete igrejas: “João, às sete igrejas da Ásia: A vocês, graça e paz da parte daquele que é, que era e que há de vir, dos sete espíritos que estão diante do seu trono,” (Apocalipse 1:4).
A estrutura do Livro do Apocalipse ou Revelação são: 7 igrejas, 7 selos, 7 trombetas e 7 taças.
A meta não é um estudo do Livro em si, mas das cartas e sua importância, sua mensagem e seu significado tanto literal quanto histórico.
O último Livro do Canon bíblico foi escrito, de acordo com os comentários de Irineu, um dos pais da Igreja, no reinado do Imperador Domiciano (ou no final do seu reinado), aproximadamente 95 ou 96 D.C. (Depois de Cristo) ou A.D. (Ano Domini).
As sete Igrejas do Apocalipse são interpretadas de três formas: Literal, Histórica e Moral.
·         Interpretação Literal: Estuda a realidade dos acontecimentos da igreja remetida e suas informações e localização.
·         Interpretação Histórica: Estuda a história do Cristianismo e quando se portou conforme uma das sete igrejas.  As sete eras da Igreja Cristã, segundo a história do Cristianismo são: Era Apostólica (30-100 A.D.), Era dos Mártires (100- 312 A.D.), Era Imperial (312 – 590 A.D.), Idade Média (590- 1517); Era da Reforma Protestante (1517- 1730); Era das Missões (1730- 1900) e Idade Contemporânea (1900...).
·         Interpretação Moral: Estuda a aplicação prática à atualidade, admoestando cada cristão individualmente. Olha para o texto bíblico e para o nosso interior.
Cada carta traz apresentação, elogio, repreensão e promessa/ recompensa. Elas trazem a Revelação perfeita para cada um de nós seja de uma forma geral ou individual, como está escrito: “Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra.” (II Timóteo 3:16-17).
Toda a Escritura pode ser lida e interpretada de forma contextualizada ou de forma temática. O Espírito Santo quem nos direciona na exposição da Palavra não alguns cessacionistas ou tradicionais. Por isso somente a Escritura nos basta e não orientações de homens e nem revelações absurdas.
Deus abençoe a todos!
Pr. Weliton Santos 
Se quiser falar com o Pr. Weliton Santos, seu whatsapp é: (11) 98136-6877.
Aguardo o comentário de todos os irmãos e irmãs em Cristo e repassem este estudo.

  



domingo, 23 de abril de 2017

Estudo da Doutrina do Pecado (IV)


Dando continuidade ao estudo, vamos à questão: Quais as consequências que o pecado traz para o ser humano?
Como texto áureo eu usarei: " Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor." (Romanos 6:23). 

A lei do pecado é esta: pecado gera pecado. Quando se comete algo mau pela primeira vez, faz-se com dúvida e tremor. Na segunda vez  fica mais fácil e rotineiro. Até chegar um ponto que será preciso mais e mais para garantir uma emoção. Por isso, começar no caminho do pecado é avançar mais e mais.  Está escrito: " Um abismo chama outro abismo...". (Salmos 42:7 a).

Para salário, o apóstolo Paulo usa o termo grego (ψώινα). A  palavra grega Opsonia era o pagamento do soldado, algo que ele ganhava arriscando o seu corpo; algo que lhe era devido e não podia se tirar dele. O pecado faz o ser humano arriscar o próprio corpo e, suas consequências não são tiradas dele, pois é o resultado pelo risco. Tal resultado é a morte (física e espiritual). 

Para o termo dom, usa a palavra grega (χάρισμα); carisma ou karisma é o mesmo termo do latim donativum, que significa a retribuição livre e imerecida que o exército recebia algumas vezes. Quando em ocasião especial por exemplo, aniversário do imperador, sua ascensão ao trono ou na data de sua ascensão, este entregava uma dádiva para seu exército. 

Logo, o pecado merece a morte. Esse é o pagamento recebido. A morte é a dívida que temos direito. Entretanto, o que recebemos é uma dádiva; não ganhamos e nem merecíamos, mas em sua graça Deus nos deu a vida eterna em Cristo Jesus.

A consequência maior do pecado é a morte, seja física ou espiritual.  Mas vamos abordar o efeito gradativo do pecado:

1- Afetam o relacionamento homem com Deus: 

Desfavor divino " Os arrogantes não são aceitos na tua presença; odeias todos os que praticam o mal." (Salmos 5:5). E diz mais: " Antes vocês estavam separados de Deus e, na mente de vocês, eram inimigos por causa do mal procedimento de vocês." (Colossenses 1:21).

Culpa. " e orei: Meu Deus, estou por demais envergonhado e humilhado para levantar o rosto diante de ti, meu Deus, porque os nossos pecados cobrem a nossa cabeça e a nossa culpa sobe até os céus." (Esdras 9:6). E também: "Pois quem obedece toda a Lei, mas tropeça em apenas um ponto, torna-se culpado de quebrá-la inteiramente." (Tiago 2:10).

2- Afetam o próprio pecador: 

Escravidão. " Mas graças a Deus, porque, embora vocês tenham sido escravos do pecado, passaram a obedecer decoração à forma de ensino que lhes foi transmitida." (Romanos 6:17).

Inquietação. " Enquanto eu mantinha escondido os meus pecados, o meu corpo definhava de tanto gemer." (Salmos 32:3).

Além desses dois, a consequência do pecado pode afetar o relacionamento com o próximo. Por isso vemos tanta inveja, jactância(altivez), facções, orgulhos, confusão espiritual (daí a origem do ateísmo). 

Toda raça humana é pecadora; o pecado afetou toda a estrutura do ser humano (corpo, alma e espírito). Esse é o motivo das paixões infames. Mas quando recebemos Cristo como Senhor suficiente e eterno Salvador, nossos pecados são perdoados e por meio da fé somos salvos em Cristo, conforme Paulo diz:

"Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus." (Efésios 2:8).  

Percebemos a palavra grega (χάριτί) chariti para graça, ou seja, algo não merecido. 

Voltando ao versículo áureo, Romanos 6:23, a palavra  vida é o termo grego (zoé), ou seja  a vida de Deus. Existem três outras palavras para vida no Novo Testamento: Psuche =  vida natural; Bios = maneira de viver; Anastrophe= comportamento. 
O termo Zoé é a vida que Deus tem: incorruptível, eterna, enfim, é a vida dada por Deus através de Jesus Cristo.

Que Jesus abençoe a todos!

Pr. Weliton Santos - Líder da Igreja Batista Casa de Deus (Ministério Salvador) e Palestrante. Contatos: 11 98136-6877. 

   
  

sábado, 15 de abril de 2017

Estudo sobre Hamartiologia III



Vamos dar continuidade ao nosso estudo sobre a Doutrina do Pecado.

Qual a fonte do pecado?

Existem diversas fontes entre elas estão: a natureza animalesca do ser humano; a ansiedade causada pelo querer e os limites da natureza humana; alienação existencial de Deus e a competitividade provocada pelo individualismo humano.

Essas naturezas ocorreram depois da queda do casal (Adão e Eva), o planeta Terra estaria para sempre arruinado no pecado e o ser humano se perverteria a ponto de se tornar igual ao próprio diabo. Tornou-se então o ser humano assassino, desobediente, querendo ser maior que o Criador, a ponto de construir torre que atingisse o céu. O ser vivente ou alma vivente agora iria voltar ao pó.

A questão do homem e da mulher após entenderem que estavam nus, significa o despertar dos desejos. E, como está escrito em Romano 1: 18 ao 31, na qual a Ira de Deus está contra toda humanidade, aborda pecados de idolatria (adoração de imagens), na qual seu fim levava as mais absurdas imoralidades sexuais tais como: homossexualismo, zoofilia, incesto, sexo grupal e prostituição. São desejos que foram semeados após a queda do homem e da mulher por satanás.

Por isso vemos pessoas que não acreditam na existência de Deus (eles querem ter argumentos para pecar e cometer atrocidades sem ser julgados por um "deus"); vemos pessoas que roubam os mais pobres, que defraudam a justiça, casamentos destruídos e contemplamos a pior aberração da modernidade: o homossexualismo e a ideologia de gênero. Essas e muitas outras coisas são resultados da queda do homem.

Logo irmãos, a fonte do pecado se manifesta, de acordo com I João 2:16 que está assim escrito: "Pois tudo quer há no mundo - a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação de bens- não provém do Pai, mas do mundo."  
Outras traduções trocam a palavra ostentação de bens por soberba da vida. Mundo escrito aqui é no grego κόσμου, variante de κόσμῳ. 
  A primeira representa todos os seres humanos que estão afastados de Deus; a segunda universo. É sobre essa nomenclatura kosmos (cobiça da carne, cobiça dos olhos e soberba da vida, bem como os prazeres animalescos do ser humano que o diabo reina). Satanás não reina sobre a criação de Deus, nem sobre a criatura,mas seduz aos homens sobre as cobiças, invejas, desejos malignos, enganos, defraudações, seduções, prazeres materiais, os valores morais e espirituais degenerados. O apóstolo Tiago diz para "não se corromper pelo mundo" (1:27).

Quais as consequências que o pecado traz para o ser humano?

São inúmeras consequências e prejuízos que o pecado faz. Na próxima semana estarei abordando a respeito.
Shalom a todos!
Pr. Weliton Santos (11) 98136-6877.

Estudo de Gênesis 1