Webrádio Batista IBCD
terça-feira, 15 de outubro de 2019
Estudo sobre a religião e a Igreja (parte 1)
Qual
o conceito de religião?
Religião vem da palavra latim religare
(religar o homem a Deus), definida por Lactâncio (séculos III e IV d.C.),
rejeitando a interpretação de Cícero (45 a. C) relegere, que significava reler
e prestar atenção a tudo que se relacionava com os deuses. Agostinho de Hipona (século IV d. C.), em seu
livro a Cidade de Deus afirma que religio deriva de religere, ou seja,
reeleger. Através da religião a humanidade reelegia de novo a Deus, do qual
tinha se separado.
Logo, qualquer crença em um poder
sobrenatural; um conjunto de doutrinas de uma crença; a crença que é preciso
fazer algo para receber o favor de Deus. O Hinduísmo é uma religião; assim como
o Catolicismo, o Alcorão. Toda religião é baseada em obras.
A religião tem um lado “positivo”, são eles:
crença no poder sobrenatural, o Deus da Bíblia; crença na doutrina dos
apóstolos e, apesar de não ser necessário, tem uma denominação. Isso é
importante para fazer uma distinção entre as inúmeras religiões denominadas
cristãs. O erro da religião é crer que é necessário fazer algo para receber o favor
de Deus. Exemplo: se a pessoa vai cultuar todo domingo a fim de aplacar a ira
de Deus, ou ser dizimista por obrigação, seguir certas doutrinas, que ações
contam diante do Senhor.
Vale
salientar que toda forma de religião que se baseia nisso é falsa. Muitas,
infelizmente utilizam o nome de Jesus. O Cristianismo Bíblico não é uma
religião e sim um relacionamento por meio da pessoa de Cristo. O que faz a
pessoa cristã não é seguir doutrinas, mas crer em Cristo.
O que
é a igreja?
A igreja não tem relação com religião, é de
Cristo. Ela não é o lugar, e sim a reunião, o encontro as pessoas que creem em
Cristo. A composição da igreja não é tijolo, ferro, cimento; e sim pessoas que
um dia creram em Cristo.
Deus abençoe a todos.
Pr. Weliton Santos.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2018
A Tentação de Jesus
Shalom irmãos.
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A
Bíblia diz que Jesus, cheio do Espírito Santo, foi enviado para o deserto para
ser tentado pelo diabo (Confira em Mateus 4: 1- 11; Marcos 1: 9-13 e Lucas 4:
1- 12). Cada evangelista traz uma informação a respeito da tentação: Mateus
relata que ao retirar-se o diabo, anjos o serviram; Marcos diz que animais
selvagens estavam ali com Jesus e os anjos o serviam e Lucas diz que retirou-se
Satanás até a ocasião oportuna. Que ocasião seria esta?
A
respeito da ocasião, estarei realizando um outro estudo.
Para
muitos, o deserto é um local de preparação para quem está numa missão
importante. Assim foi com Abraão, Moisés, Josué e Calebe junto com o povo de
Israel, Elias, João Batista, o apóstolo Paulo passou alguns anos no deserto da
Arábia antes de pregar o Evangelho e o próprio Senhor Jesus.
Em
hebraico, deserto é mi-Davar, ou seja, lugar da Palavra e/ou encontro com a
Palavra. O deserto é o único lugar silencioso para ouvir a Palavra de Deus. O
deserto é um local caloroso, solitário e privado. Não havia comida e nem
alimento saudável.
Imagine Jesus 40 dias
e 40 noites no deserto; durante o dia um calor insuportável e à noite, um frio
hipotérmico. Suas roupas começaram a sujar-se, cabelos desgrenhados, fora que
estava pálido. Lembre-se irmãos, Jesus veio como homem e passava por
necessidades de fome e sede, mas Ele nunca pecou.
Quer saber mais a respeito desse estudo?
Acesse o nosso link e se inscreva em nosso canal no Youtube:https://www.youtube.com/watch?v=87WDMY4Dua0&t=9s
sexta-feira, 31 de agosto de 2018
Estudo do Comunismo
Shalom. A imagem acima é o nosso canal no Youtube. O estudo na íntegra estará postado neste canal.
Para
abordar sobre comunismo, vamos diferenciar este do socialismo.
Socialismo:
é um regime de controle econômico, social e político. Governo controla tudo. Em
resumo, é a porta não alcançada para o comunismo.
O
regime dos comunistas é o socialismo. Prepara de maneira forçada para o
comunismo.
Existe
um capitalismo que sustenta o socialismo. Fim do mercado, fim do lucro e tudo
nas mãos do governo.
Comunismo:
teoria marxista, na qual os trabalhadores seriam donos da sua própria produção,
supririam as próprias necessidades. Ausência de Estado, de classes, enfim,
sistema igualitário; todas as pessoas viviam pela consciência, pela bondade
humana, algo utópico.
Comunistas:
são todos aqueles que acreditam na teoria do comunismo.
O
socialismo é controle do povo por meio de pressão. Fim dos Estado, da polícia,
da religião.
O
socialismo obriga a pessoa ter a mesma personalidade, pensar igual, viver
igual, coisa que é impossível.
O
nazismo era socialista, porém não era comunista.
O
socialismo só é possível se conservar uma área residual do capitalismo. Vale
salientar que 50% da economia soviética na era Stálin era economia privada
clandestina. Quando o regime da União Soviética caiu tinham vários bilionários.
Capitalismo
é economia assim como o feudalismo e o fascismo (socialista).
O
próprio conceito do comunismo é contraditório.
De
acordo com Olavo de Carvalho, o comunismo é uma cultura.
A
União Soviética foi o órgão do movimento comunista.
De acordo com o
documentário “ A Verdadeira história da União Soviética”, o regime socialista
de Stálin matou mais do que o nazismo de Hitler.
O que
a Bíblia diz a respeito?
Em
Colossenses 2:8 diz: “Tende o cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por
meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os
rudimentos do mundo e não segundo Cristo”.
Mais informações, sobre o estudo, se inscreva no canal da Igreja Batista Casa de Deus no
Youtube:
domingo, 17 de setembro de 2017
Carta à Igreja de Esmirna (parte II)
No
segundo século nasceu várias seitas e heresias, principalmente de gregos
místicos, os quais desenvolveram rapidamente na igreja. Eis alguns:
Gnosticismo:
surgiu na Ásia Menor, foco de ideias fantásticas; era o enxerto do Cristianismo
ao paganismo. Eles acreditavam num Deus Supremo que emanava um grande número de
divindades inferiores, algumas benéficas e outras malignas. Criam que por meio
dessas divindades, o mundo foi criado com a mistura do bem e do mal, e que em
Jesus Cristo, como uma dessas “emanações”, a natureza divina morou durante algum
tempo. Os gnósticos interpretavam as Escrituras de forma alegórica, de modo que
cada interpretação significava aquilo que ao intérprete parecesse mais
acertado. Eles progrediram durante todo o segundo século, cessando suas
atividades com o término do século.
Ebionitas:
palavra grega para pobre; eram judeus- cristãos que insistiam na observância da
lei e dos costumes judaicos. Rejeitaram as cartas de Paulo, porque nessas
epístolas ele reconhecia os gentios convertidos como cristãos. Os ebionitas
eram considerados apóstatas pelos judeus não- cristãos, mas também não contavam
com a simpatia dos cristãos – gentios. Depois do ano 70 d.C., se constituíram
maioria na igreja; diminuindo gradualmente no segundo século.
Maniqueus: eram de origem persa e
se chamavam assim por causa do seu fundador Mani, no qual foi morto em 276, por
ordem do governo Persa. O ensino dos maniqueus dava a seguinte ênfase: O
universo era composto do reino das trevas e reino da luz; ambos lutam pelo
domínio da natureza humana. Eles recusavam Jesus, porém acreditavam em um
“Cristo celestial”. Eram ascetas e renunciavam ao casamento. Os maniqueus foram
perseguidos tanto por imperadores pagãos quanto pelos cristãos. Agostinho, o
maior teólogo da igreja, antes de se converter, era maniqueu.
Montanistas: eram assim chamados
por causa do seu fundador Montano. Quase nãosão incluídos como hereges, apesar
dos seus ensinos serem condenados pela igreja. Os montanistas eram puritanos e
exigiam que tudo voltasse à simplicidade dos primitivos cristãos. Eles criam no
sacerdócio de todos os verdadeiros crentes, e não nos cargos ministeriais.
Observavam a rígida disciplina da igreja e consideravam os dons um privilégio
dos discípulos. Um dos pais da Igreja, Tertuliano, aceitou as ideias dos
montanistas e escreveu em favor deles.
Dez dias (anos
ou tempos) (Daniel 11:13).
Anos 100 a 312
Depois de Cristo
O
diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós (10): O diabo é visto como a fonte da perseguição.
Alguns seriam presos, provavelmente aguardando julgamento e possível morte.
Para
seres postos à prova, e tereis tribulação de dez dias (10): O efeito da tribulação seria o de provar a fé
desses cristãos. A sua lealdade a Cristo seria testada sob ameaças de morte.
Mas a perseguição não continuaria para sempre. Dez dias sugere um tempo curto,
mas completo. Seria uma provação completa, mas teria um fim.
Dez dias (dez
imperadores)
Nero (54- 68 d.C.);
Domiciano
(81-96 d.C). Este imperador se considerava um deus e perseguiu os cristãos
durante 10 anos, especialmente por os cristãos de Esmirna por sua entrega e
desapego aos bens materiais. E mesmo tendo seus bens confiscados pelo império
romano, eles continuavam fiéis a Jesus Cristo.
Trajano (98 a
117 d.C);
Marco Aurélio (161-180 d.C);
Severo (193-
211 d.C);
Maximino (235-238
d.C);
Décio (249 a
251 d.C);
Valeriano
(253- 260 d.C);
Aureliano
(270- 275 d.C);
Diocleciano
(284- 305 d. C). Fez uma perseguição de dez anos contra os cristãos.
Sê
fiel até à morte (10): O fim desta
perseguição, para alguns, poderia ser a própria morte. Mesmo assim, deveriam
ser fiéis. Às vezes, arrumamos qualquer desculpa para não fazer algo que Deus
pede. Mas nada, nem a nossa própria vida, deve ser mais importante do que a
nossa fidelidade a Deus.
Um dos
efeitos produzidos pelas provações por que passaram os cristãos desse período,
foi uma igreja purificada. As perseguições conservavam afastados todos aqueles
que não eram sinceros em sua confissão de fé. Ninguém se unia à igreja para
obter lucros ou popularidade; os fracos de coração abandonavam a igreja.
Somente aqueles que estavam dispostos a ser fiéis até à morte, se tornavam
publicamente seguidores de Cristo. A
perseguição da igreja separou o joio do trigo.
A
igreja era unificada numa mesma fé e no ensino da Palavra; a ponto das seitas
hereges pouco a pouco irem
desaparecendo.
E
dar-te-ei a coroa da vida (10):
A palavra “coroa” (grego, stephanos) refere-se à coroa de vitória. A coroa da
vida vem de Deus, o único que pode dar a vida (veja João 5:26; 14:6; 1 João
1:1-2). Aqueles que amam a vinda de Jesus receberão a coroa da justiça (2
Timóteo 4:8).
De acordo com
o Livro: História da Igreja Cristã, do autor Jesse Lyman HurlBut, Simão ou Simeão (Marcos 6:3), foi sucessor do
apóstolo Tiago; ambos eram irmãos de Jesus. Por ordem do imperador Trajano, Simeão foi crucificado com a idade
de 120 anos.
Bispo Inácio
da Antioquia foi lançado às feras e escreveu cartas às igrejas manifestando o
desejo de morrer por Cristo.
Policarpo, que foi ordenado pelo próprio
apóstolo João, foi queimado vivo e não negou a Cristo. Eis a declaração de
Policarpo: “Por oitenta e seis anos eu O servi e Ele nunca me fez mal. Como
posso blasfemar de meu Rei, o qual me salvou?”.
Justino Mártir era filósofo antes de se
converter, e continuou ensinando depois de aceitar a Cristo. Era um dos homens
mais competentes do seu tempo e um dos principais defensores da fé; foi
martirizado em Roma em 166 d.C.
O imperador
Séptímio Severo tentou em vão restaurar religiões decadentes do passado. Fez
uma rigorosa perseguição contra os cristãos. Este imperador era tão cruel que
foi considerado pelos cristãos como o anticristo. Foram martirizados Leônidas,
pai do grande teólogo Orígenes em Alexandria, Perpétua, nobre mulher de Cartago
e Felicitas, sua fiel escrava. Leônidas foi decapitado; Perpétua e Felicitas
foram despedaçadas pelas feras no ano 203 d.C.
No tempo do
Imperador Valeriano (257 d.C), o bispo Cipriano de Cartago, um dos maiores
escritores e dirigentes da igreja desse período foi morto, bem como o bispo
romano Sexto.
No reinado do
imperador Diocleciano foram queimados exemplares da Bíblia e destruídos todos
os templos. Ele exigiu que todos os cristãos renunciassem a fé, ou perderiam a
proteção do império e a cidadania romana. Vale salientar que cidadão romano não
poderia ser crucificado. Muitos foram trancados nos templos e queimados vivos.
Consta que o imperador erigiu um monumento com esta inscrição: “Em honra ao
extermínio da superstição cristã.”.
Quem
tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas (11): Como em todas as cartas às igrejas, Jesus chama
os destinatários a ouvirem a sua mensagem.
No
terceiro Século depois de Cristo que foi formado o Cânon Bíblico do Novo
Testamento. E apareceram escolas teológicas, são elas: Alexandria, Ásia Menor e
Norte da África.
Com o
aparecimento de seitas e heresias, houve a necessidade de nomear bispos
dirigentes.
O
vencedor (11): Aqueles que
permanecem fiéis diante das perseguições são vencedores com Cristo.
De
nenhum modo sofrerá dano da segunda morte (11): Não sofreria o castigo eterno (20:6,14; 21:8). Os
perseguidores poderiam até causar a primeira morte, mas os fiéis não sofrerão a
segunda morte (veja Mateus 10:28).
Morar em Esmirna no primeiro século não seria fácil para o
discípulo de Jesus. Além das perseguições pelos judeus, eles enfrentavam uma
ameaça mais organizada e mais poderosa. A idolatria oficial, juntando a
religião à força do governo, prometia uma perseguição perigosa aos cristãos da
cidade, tentando-os a abandonarem a sua fé para melhorar as suas circunstâncias
ou até para evitar a morte violenta. Para vencer esta tentação, teriam que
acreditar no poder daquele que já venceu a morte. Mesmo se morressem, as suas
vidas eternas seriam garantidas somente se mantivessem sua confiança no eterno
Senhor, “o primeiro e o último, que esteve morto e tornou a viver”.
Na história da Igreja,
Esmirna representou a Era dos Mártires do ano 100 ao ano 312 d.C.
O
leitor deve observar o contraste que existia entre o “anjo” (pastor) da igreja
de Esmirna, e o da igreja de Laodicéia (3.17). Cumpre-se aqui, portanto, um
provérbio oriental que diz: “Aos olhos de Deus, existem homens ricos que são
pobres e homens pobres que são ricos’. O sábio Salomão declara em Pv 13.7: “Há
quem se faça rico (o pastor de Laodicéia), não tendo coisa nenhuma, e quem se
faça pobre (o pastor de Esmirna), tendo grande riqueza”. O Dr. Champrin observa
quem aqueles crentes (de Esmirna) eram pobres, mas não porque não trabalhassem
– sendo essa a causa mais comum da pobreza de modo geral, mas devido às
perseguições que sofriam. Suas propriedades e bens foram confiscados pelo
poderio romano, e além de tudo esses servos de Deus, ainda sofriam encarceramento.
Porém, está, declarado no presente texto, que eles eram ricos. Em que? Nas
riquezas espirituais. Eles eram de fato ricos: nas obras, na fé, na oração, no
amor não fingido, na leitura da Palavra de Deus, (à maneira de seus dias).
Estas coisas diante de Deus: São as riquezas da alma! (Mt 6.20; 1Tm 6.17-19).
Que Jesus vos abençoe!
Pr. Weliton Santos.
domingo, 3 de setembro de 2017
Carta à Igreja de Esmirna (Parte 1)
Shalom meus irmãos em Cristo. Vamos dar início a primeira parte do Estudo da Carta da Igreja de Esmirna.
Está Escrito:
“Ao anjo da igreja em Esmirna escreve: Estas são as palavras daquele que é o Primeiro e o Último, que morreu e voltou a viver. Conheço as suas aflições e a sua pobreza; mas você é rico! Conheço a blasfêmia dos que se dizem judeus mas não são, sendo antes da sinagoga de satanás. Não temas do que estás prestes a sofrer. O diabo lançará alguns de vocês na prisão para prová-los; e vocês sofrerão perseguição durante dez dias. Seja fiel até a morte, e eu lhe darei a coroa da vida.
Aquele que tem ouvidos ouça o que o
Espírito diz às igrejas. O vencedor de modo algum sofrerá a segunda morte.” (
Apocalipse 2:8-11).
O nome Esmirna
vem de mirra; tem o sentido de cheiro suave por causa das plantações de mirra e
o sabor amargo. A cidade possuía um grande mercado de três andares.
Esmirna sofreu
vários terremotos; havia vários jogos olímpicos e os vencedores recebiam coroas
de ouro. Segundo os historiadores, o pastor daquela igreja era Policarpo,
discípulo do apóstolo João.
Os cristãos de
Esmirna tiveram seus bens confiscados e por isso eram muito pobres. Sofreram
intensa perseguição, na qual muitos foram presos e mortos. Esta é a causa
daquela igreja não ser repreendida, pois eles eram fiéis e perseverantes na fé
em Cristo.
A
igreja em Esmirna (8): Hoje conhecida
com Izmir, a terceira maior cidade da Turquia e o segundo mais importante porto
do país, Esmirna era uma cidade antiga de uma região habitada durante milhares
de anos antes de Cristo. A antiga cidade foi destruída pelos lídios em 600 a.C.
e reconstruída pelos gregos no final do 4º século a.C. A cidade ganhou nova
vida, e pode ser descrita como uma cidade que morreu e tornou a viver. Durante
o domínio romano, Esmirna se tornou um centro de idolatria oficial, conhecida
como Guardião do Templo (grego, neokoros). Foi a primeira cidade da Ásia a
construir um templo para a adoração da cidade (deusa) de Roma (195 a.C.). Em 26
d.C., foi escolhida como local do templo ao imperador Tibério. Foram
descobertas imagens, na praça principal da cidade, de Posêidon (deus grego do
mar) e de Deméter (deusa grega da ceifa e da terra).
O nome “Esmirna” significa “mirra”, a palavra usada três
vezes nos Evangelhos (Mateus 2.11; Marcos 15.23; João 19.39). De acordo com H.
Lockyer, “O nome descreve bem a igreja perseguida até a morte, embalsamada nos
perfumes prévios de seu sofrimento, tal como foi a igreja de Esmirna. Foi a
igreja da mirra ou amargura; entretanto, foi agradável e preciosa para o
Senhor”. Esmirna também é famosa por ser a terra natal de Homero (o poeta cego
da mitologia grega) e como lar de Policarpo (bispo de Esmirna).
Na
época do Novo Testamento, Esmirna provavelmente tinha uma população de aproximadamente
100.000. Por ser um porto excelente, facilitando o comércio entre a Ásia e a
Europa, era uma cidade próspera.
Estas
coisas diz o primeiro e o último (8):
Jesus começa esta carta com as palavras de 1:17, frisando a sua eternidade.
Que
esteve morto e tornou a viver (8):
Quase igual a afirmação de 1:18, esta frase destaca a vitória sobre a morte na
ressurreição. Na situação dos discípulos de Esmirna, encarando perseguições
difíceis, seria especialmente importante lembrar da ressurreição de Jesus. O Senhor
deles não fracassou diante da morte; ele a venceu! Eles, sendo fiéis, teriam a
mesma esperança.
Conheço
a tua tribulação (9): Jesus, no meio
dos candeeiros, viu o sofrimento de seus seguidores. Da mesma maneira que ele
se compadeceu dos angustiados na terra durante o seu ministério (veja Marcos
1:41), ele olhou com compaixão para aqueles que sofriam em Esmirna. Mesmo
assim, ele não os poupou de toda a dor, como veremos no versículo 10. A palavra
“tribulação”, aqui, significa pressão que vem de fora.
A tua
pobreza (mas tu és rico) (9):
Apesar de morarem numa cidade próspera, os cristãos em Esmirna eram pobres.
Provavelmente sofriam discriminação por causa da fé, e assim se tornaram
pobres. É bem possível, também, que tivessem sacrificado seus recursos em prol
do evangelho, como os macedônios fizeram para ajudar os irmãos necessitados
alguns anos antes (veja 2 Coríntios 8:1-9). Mas a pobreza material não tem
importância quando há riqueza espiritual (veja 3 João 2). A situação dos
discípulos em Esmirna era muito melhor do que a da igreja em Laodicéia, que se
achava rica apesar de sua pobreza espiritual (3:17).
Não
temas as coisas que tens de sofrer (10):
O conforto oferecido por Jesus não é o livramento do sofrimento. Ele anima os
discípulos em Esmirna a não desistirem diante das tribulações que viriam logo.
Covardes não têm esperança em Cristo (21:8). Pessoas que fogem da sua responsabilidade
diante de Jesus por medo de sofrer não são dignas da comunhão com ele. Pessoas
que ensinam que o servo fiel será próspero e livre de sofrimento nesta vida não
acreditam nas palavras que Jesus mandou à igreja em Esmirna!
No próximo estudo, veremos as seitas que nasceram no século 2 depois de Cristo e as tribulações que os cristãos passaram.
Deus vos abençoe!
Pr. Weliton Santos
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Em nome da Igreja Batista Casa de Deus.
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